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domingo, 24 de setembro de 2017

MENSAGEM PARA TODOS OS AFRICANOS E ANGOLANOS!



Martinho Júnior | Luanda 

Agora para os africanos, há que descobrir as potencialidades do seu próprio continente, tornar inteligente o conhecimento dessa descoberta, sem esperar que venham de fora ditar outras leis!...

É precisamente isso que se deve fazer, numa lógica com sentido de vida, para alicerçar uma GEOESTRATÉGIA PARA UM DESENVOLVIMENTO SUTENTÁVEL, a nível continental e em Angola é para isso que se deve levar por diante a mobilização dos jovens, por via das universidades e institutos superiores, investigando, acumulando dados, com as mais diversas ciências da natureza, ciências humanas e ciências exactas, a partir da matriz vital que é a água interior do continente!...

Para África a partir do centro (Grande Lagos e nascentes do Nilo, do Congo e do Zambeze, um dos pulmões tropicais da Terra), para Angola a partir da REGIÃO CENTRAL DAS GRANDES NASCENTES...

Os maiores desafios obrigam-nos à mobilização da juventude e essa é a melhor resposta que se pode oferecer virada para o futuro, em busca duma cognoscível harmonia do homem com a natureza, com o próprio ambiente em que vive, tendo a água como projector de todas as suas actividades e potenciando os equilíbrios que são hoje mais possíveis que nunca!

Erguer-se uma GEOESTRATÉGIA com um muito longo prazo no horizonte, é a melhor arquitectura para garantir a mobilização da juventude, que em relação a ela, deve aplicar-se nas engenharias capazes de resgatar Angola e África, do subdesenvolvimento crónico que advém do passado!...

Essa GEOESTRATÉGIA visa a arquitectura do longo caminho que há a criar!...

ANGOLA É UM PAÍS COM RUMO, MAS HÁ QUE REFORÇAR ESSE RUMO, QUE ANTES DE MAIS É UMA QUESTÃO TÃO VITAL COMO O É A ÁGUA INTERIOR DO PAÍS E DO CONTINENTE!

ELEIÇÕES NA ALEMANHA | Merkel a caminho do quarto mandato



Partido da chanceler perde cadeiras no Parlamento, mas segue como maior bancada, suficiente para seguir à frente do governo. Social-democratas voltam à oposição, e populistas de direita alcançam resultado expressivo.

Como se esperava, o resultado das eleições alemãs deste domingo (24/09) deve render um quarto mandato para Angela Merkel à frente do governo federal. Mas também foi uma vitória um tanto amarga: seu partido, a União Democrata Cristã (CDU), teve 32,9% dos votos, o pior resultado eleitoral desde 1949. Os eleitores alemães também puniram o Partido Social-Democrata (SPD), parceiro de coalizão de Merkel, que acabou recebendo 20,8%, sua menor votação proporcional do pós-guerra.

Com a crescente rejeição aos dois partidos que governaram a Alemanha nos últimos quatro anos e uma campanha eleitoral que foi descrita como "chata” e "monótona”, votos acabaram sendo canalizados para os populistas de direita da Alternativa para a Alemanha (AfD), que vão pela primeira vez ocupar cadeiras no Bundestag (Parlamento federal) com seus 13,1%. Os liberais-democratas também pegaram sua fatia, e vão voltar ao parlamento após um hiato de quatro anos, tendo mais que dobrado sua votação anterior ao conquistar 10,5% dos votos.

Já A Esquerda, que reúne os antigos comunistas da Alemanha Oriental e o Partido Verde, que tem a questão ambiental como principal agenda, só aumentaram sua votação em alguns décimos em relação a 2013, tendo cada um conquistado 8,9% do eleitorado.

PAGAM E NÃO BUFAM | PRESIDENTE FRANCÊS E A MAQUILHAGEM, TALVEZ GAY NÃO ASSUMIDO



Franceses elegeram há poucos meses Macron para a presidência de França, alinharam à direita. Deram a Marine Le Pen a maior votação que alguma vez teve, alinharam à direita. Agora andam escandalizados por constatarem que votaram num neoliberal sem escrúpulos (haverá algum que os possua?) que é serviçal da alta finança e do patronato. De surpresa e de desilusão em desilusão os eleitores de Macron concluem que votaram também num grande aldrabão, que faz exatamente o contrário do que havia prometido. 

Até em pequenos pormenores Macron demonstra ter mentido para se ver eleito. Inqualificavelmente o pantomineiro gasta à grande e à francesa milhares de euros em… maquilhagem. Os franceses limitam-se a pagar o “embelezamento” da sua figura (talvez gay não assumido). Pagam e nem bufam. Cá se fazem, cá se pagam. Votaram nele e elegeram-no presidente apesar de saberem as suas ligações à alta finança, não foi? (CT | PG)

Macron gastou mais de €26 mil em maquilhagem

Apesar de não ser o primeiro Presidente francês a gastar muito com a imagem, a verba é revelada numa altura em que Emmanuel Macron está em plena perda de popularidade, acusado de não cumprir as promessas eleitorais

esde que foi eleito, o Presidente francês, Emmanuel Macron, já gastou mais de 26 mil euros em maquilhagem. Isso significa que foram mais de 8500 euros por cada um dos três meses que passou no Palácio do Eliseu. Mas a sua maquilhadora, identificada como Natacha M., entregou apenas duas faturas: uma de dez mil euros e outra de dezaseis mil euros, segundo o jornal francês “Le Point”. Tanto dinheiro a saír dos cofres do Estado podia até não incomodar os franceses, o problema é ele não estar a cumprir as promessas feitas antes de ocupar o cargo, afirma o jornal.

Segundo o Palácio do Eliseu, as faturas correspondem não só ao trabalho de maquilhagem efetuado, mas também a despesas por causa de conferências de imprensa e deslocações ao estrangeiro, onde a maquilhadora teve que acompanhar o Presidente. O porta-voz do Palácio garante que os valores vão “reduzir drásticamente”, já que a verba resultou da necessidade de efetuar uma contração de “última hora”.

Ainda assim, os gastos do atual Presidente revelam-se inferiores aos do seu antecessor, François Hollande, que ultrapassou os 30 mil euros em períodos de quatro meses. Hollande tinha uma maquilhadora profissional a tempo inteiro, com um salário líquido de seis mil euros por mês. Também gastava mensalmente 10 mil euros em cabelereiro.

A situação está a contribuir para deixar os franceses ainda mais desiludidos com o Presidente Macron. Como candidato, prometeu promover reformas inovadoras e garantiu que diminuiria o défice público e cortaria alguns impostos, medidas que tardam em ser executadas. Anunciou apenas um corte de 870 milhões de euros no orçamento militar e tentou criar para sua esposa o cargo oficial de primeira-dama, proposta que deixou cair depois de os franceses terem somado 300 mil assinaturas numa petição contra a ideia, em menos de três semanas. (Apesar disso e sem cargo oficial, Brigitte Macron continua a ocupar um gabinete no Palácio do Eliseu).

Com uma carreira brilhante no mercado financeiro, e uma passagem pouco feliz como ministro da Economia, Macron não estará a começar da melhor forma como Presidente, apesar da boa imagem garantida por Natacha M.

Expresso (notícia em julho 2017)

Milhares de manifestantes protestam em Paris contra revisão do Código do Trabalho



Milhares de manifestantes desfilaram hoje (23.09.2017) nas ruas de Paris contra a revisão do Código do Trabalho do Presidente francês, Emmanuel Macron, incitados pelo chefe da esquerda radical Jean-Luc Mélenchon.

"Contra o golpe no Estado social", "Queremos viver, não sobreviver" e "Não há nada de bom com Macron" são algumas palavras de ordem nos cartazes do desfile que decorre entre a Praça da Bastilha e a Praça da República e que conta com o apoio de vários sindicatos e estruturas sindicais.

O líder da França Insubmissa (esquerda radical) tem previsto falar aos manifestantes na Praça da República pelas 17:00 locais (16:00 em Lisboa) e já prometeu um “ciclone social” da parte da oposição à reforma defendida por Macron.

A reforma laboral de Macron prevê a definição de um limite máximo para as indemnizações em caso de litígio, a redução dos prazos de recurso dos assalariados ou ainda a possibilidade de negociar sem sindicato quando se tem menos de 50 funcionários, quando as pequenas e médias empresas empregam quase metade dos assalariados em França.

O objetivo apontado pelo chefe de Estado francês é dar mais flexibilidade às empresas e encorajá-las a contratar, numa altura em que o desemprego se mantém em níveis muito elevados, atingindo 9,5% da população ativa, contra uma média de 7,8% na Europa.

A organização do protesto espera uma participação igual à da Marcha pela Republica, realizada em 18 de março, na qual estiveram cerca de 130 mil pessoas.

Os protestos contra a revisão da lei do trabalho começaram no dia 12 deste mês com várias manifestações por todo o país e que contaram com centenas de milhares de franceses.

Lusa | em Expresso | Foto: Yoan Valat

sábado, 23 de setembro de 2017

CASTELA versus CATALUNHA | Conflito em Barcelona: as razões do plebiscito



Governo conservador espanhol reprime luta pela independência. População resiste. Fala-se em “estado de emergência de fato”. Um brasileiro explica por que votará

Flávio Carvalho* | Outras Palavras

Os sinais de que a democracia está em crise em toda a parte eclodiram ontem (20/9) em Barcelona, capital da Catalunha. Por ordem do governo espanhol, chefiado pelo primeiro-ministro conservador Mariano Rajoy, policiais enviados desde Madrid desencadearam uma vasta operação repressiva contra a luta catalã pela independência. Catorze membros do governo regional foram presos, entre eles, o vice-presidente da Catalunha. Dez milhões de cédulas de votação, para um plebiscito pró-autonomia marcado para 1º de outubro, foram confiscadas, assim como as convocações para 45 mil mesários.

A população respondeu. Poucas horas depois da operação policial, dezenas de milhares de pessoas, a maioria muito jovens, foram às ruas. Em alguns casos, os manifestantes cercaram integrantes da polícia nacional, encarregada da repressão. A multidão gritou em coro: “Forças de ocupação fora!” e “As ruas são nossas!”. A mobilização foi retomada hoje (21/9). A prefeita de Barcelona, Ada Colau, exortou os que se manifestam a se manter nas ruas, pacificamente. Acrescentou que a provocação de Rajoy daria ainda mais força aos anseios de independência. Já o presidente da região, Carles Puigdemont, acusou o Estado Espanhol de impor um “estado de emergência de fato” e de conspirar contra os poderes locais apertando o torniquete sobre as finanças catalãs.

Nada indica, neste momento, que a violência freará o plebiscito. No texto a seguir, Flávio Carvalho, um brasileiro que reside em Barcelona, explica as razões que o levarão a comparecer às urnas. “Parem de falar em meu nome”, diz ele, aludindo à crise da representação: “Deixem-me votar. Essa solução já foi inventada, séculos atrás. Chama-se democracia”… (Antonio Martins)

Cinco argumentos em favor do plebiscito catalão

1. Dos doze anos que moro na Catalunha, mesmo quem não é independentista já não aguenta mais escutar a boca dos políticos dizerem, supostamente em meu nome, o que eu mesmo quero dizer. Parem de ficar especulando que a maioria “quer isso ou aquilo”! Deixem-me votar, afinal, e expressar-me, definitivamente. E coletivamente, junto ao povo que eu escolhi para compartilhar minha vida, em família, em paz. Essa solução já foi inventada, séculos atrás, se chama democracia e consiste em poder, simplesmente e livremente, colocar um voto numa urna. Contra os que não gostam disso ou morrem de medo de urnas, eu vou votar no dia 1 de outubro.

Angola | A NARRATIVA É DIZER NÃO AO MEDO



Raul Diniz | opinião

Pateticamente João Melo veio agora tentar atirar areia para os olhos dos angolanos menos atentos, afirmando, que a narrativa da fraude eleitoral começou a ser ventilada há 1 ano. Ainda bem que assim foi, porém, o articulista e fiel escudeiro da verdade insípida no regime, não conseguirá por mais tempo ludibriar o povo sofrido. O povo está atento e não mais partilha da ideia que somente o MPLA nasceu com sabedoria para governar.

Senhores do MPLA, utilizem a vossa vontade, a policia criada a imagem do pai banana, cerquem com a vossa vontade o país. A nossa resposta firme é dizer não ao medo.

Esta claro que o medo do MPLA é desesperante e grande, O MPLA está assustado, assim ele reza para que as oposições e o povo em geral, lhes concedam o tão desejado pretexto para utilizar a força policial bélica, contra as lideranças da sociedade civil e dos partidos políticos das oposições hoje graças a Deus (UNIDAS) bem unidas.

João Melo terá de entender que o tempo do preto matumbo já passou, esse tempo do medo já era meu kamba. Ninguém mais aqui na banda engole a verborreia discursiva habitual de arquitecto da paz, sobretudo, quando esses discursos são idênticos aos que marcaram o país nas sucessivas fraudes eleitorais desde 1992 até o presente momento.

Mas, nos dias de hoje, não existe nenhum angolano, nem mesmo aqueles que de uma maneira ou de outra concordaram em utilizar a inútil fraude como elemento surpresa para justificar a ignomínia megalómana intolerável como trampolim para manterem-se no poder, pode-se afirmar com toda certeza, que essa gente não estarão interessados em assassinar friamente mais angolanos para simplesmente manter no poder o tirano JES corrupto, nem mesmo para justificar a permanência do seu auxiliar João Lourenço no poder.

ANGOLA | Decreto presidencial arquiva irregularidades cometidas por gestores públicos



Despacho publicado no Diário da República de Angola informa que a Inspeção Geral do Estado (IGAE) vai arquivar todas as inspeções realizadas nos últimos cinco anos.

A poucos dias de deixar a presidência de Angola, o Presidente José Eduardo dos Santos aprovou e permitiu a publicação de um decreto que arquiva todas as irregularidades cometidas pelos gestores públicos nos últimos cinco anos em Angola.

O documento que a DW África teve acesso é assinado pelo Inspector Geral do Estado, Joaquim Mande, e informa que, "são arquivados todos os processos da atividade inspetiva desenvolvida pela Inspecção Geral da Administração do Estado de 01 de janeiro de 2013 a 30 de agosto de 2017".

A medida, no entanto, exclui a inspeção às contas do Ministério da Saúde de 2015 e 2016, cuja a finalidade seria analisar a despesa contraída e por pagar, depois de uma denúncia do Fundo Global que dava conta do desvio de cerca de 4,3 milhões de dólares destinados ao programa de combate à malária em Angola.

 "Medida belisca a transparência"

Em entrevista à DW África, um dos vice-presidentes da CASA-CE, Manuel Fernandes, afirma que a iniciativa das autoridades angolanas belisca a transparência que se deseja dos gestores públicos.

"É um ato que vem beliscar aquilo que corresponde de facto ao exercício da função pública deste responsável. Não sei se está a fazer por uma orientação mas se for o caso, não sei porquê é que se está a esconder responsabilidades de algumas pessoas. E se for para proteger algumas pessoas isso não é positivo".

Segundo o Manuel Fernandes, a Procuradoria-Geral da República de Angola deve investigar as razões do arquivamento do referido processo. O também deputado da CASA-CE alega que a medida tem a ver com as promessas de combate à corrupção que o Presidente eleito João Lourenço, cuja tomada de posse está marcada para a próxima terça-feira (26.09.) fez durante a recente campanha eleitoral.

Angola | BESA, JOÃO LOURENÇO E Cª



João Lourenço, a partir de 26 de Setembro presidente de Angola, tornou-se o principal responsável pela dívida de cerca de cinco mil milhões de dólares que Angola deve a Portugal. Ainda que a sua legitimidade democrática seja nula, dadas as múltiplas alegações de fraude eleitoral, a sua responsabilidade financeira é total.

Paulo de Morais* | Folha 8 | opinião

A origem da dívida está na mega fraude luso angolana que foi a falência do Banco Espírito Santo em Portugal e do seu associado em Angola, o BESA (BES Angola). Ao longo de anos, o BES concedeu empréstimos sem garantias a personalidades ligadas a José Eduardo dos Santos. Muitos, entre os quais o próprio João Lourenço, foram bafejados com dinheiro a rodos.

No topo da lista dos beneficiados estava Marta dos Santos, irmã do ex-presidente, que usufruiu dum crédito de 800 milhões de dólares, utilizados em projectos imobiliários em Talatona. Sem quaisquer contrapartidas ou garantias! O conjunto de bafejados pelo BESA com muitos milhões é extenso, com destaque para membros da cúpula do MPLA, para além de João Lourenço: de Roberto Almeida a França Ndalu, passando por muitos outros.

Muitas aquisições de angolanos em Portugal terão mesmo sido efectuadas com o capital do BES. A herdade que os filhos de Dos Santos adquiriram perto de Lisboa resultava aparentemente duma entrada de dinheiro angolano. Mas os milhões gastos pertenciam afinal aos depositantes do BES em Portugal.

A OFENSIVA DO OUTONO: EUA, FRANÇA E BRASIL



James Petras

O Outono de 2017 testemunhará o mais brutal assalto aos padrões de vida da classe trabalhadora e média desde o fim da II Guerra Mundial. Três presidentes e seus aliados nos congressos irão "rever" legislações trabalhistas, leis e regulamentos fiscais progressistas sobre o rendimento e efectivamente acabarão com as economias mistas em França, nos EUA e no Brasil. 

Durante o Verão, a opinião pública foi desviada pelas ameaças dos EUA de lançar novas guerras além-mar; pela retórica da França acerca de um pacto Berlim-Paris pós Brexit, o qual refará a União Europeia; e pela corrupção e escândalos criminais de Michel Temer, presidente do Brasil.

Estas controvérsias superficiais serão esmagadas por conflitos de classe fundamentais, os quais prometem alterar relações estruturais presentes e futuras dentro do capitalismo ocidental.

Ofensiva de Outono de Trump:   Lucros, guerras e epidemias

O presidente Trump propõe enriquecer capitalistas e intensificar desigualdades de classes através da sua transformação radical do sistema fiscal. Impostos corporativos serão cortados pela metade, impostos corporativos além-mar serão abolidos e trabalhadores assalariados pagarão mais por menos benefícios sociais.

Trump pode contar com o apoio da liderança republicana, dos negócios e da elite da banca assim como de sectores do Partido Democrata nos seus planos para implementar uma maciça dádiva fiscal para os bilionários.

O gabinete de Trump, liderado pelo trio da Goldman Sachs e sua troika de generais garantirá que o orçamento incluirá cortes de fundos para a educação e saúde a fim de aumentar o gasto militar, expandir guerras e cortar impostos para os ricos.

VAMOS CONTAR MENTIRAS? TANCOS E CAMPANHA ELEITORAL DAS TANGAS



Já não é bom dia, é boa tarde, assim devemos saudar-vos por esta hora (18:30). Hoje não é um dia útil porque é sábado, mas também não é um dia inútil. Por esta hora muitos desgraçados estão a laborar, fedidos – porque suados – e mal pagos. Muito mal pagos porque até mesmo os muito pequenos empresários têm em mira vir a ser maiores empresários… E os ordenados paupérimos, os part-times, os truques e expedientes que visam a exploração dos que trabalham por conta de outrem sempre dão jeito no percurso de atingirem a meta do enriquecimento aos patrões. Não são todos assim mas são demasiados. Pois.

Fique sabendo: a seguir vem por aí o Expresso Curto. Martim Silva é quem o serve. Refere os destaques do órgão do tio Balsemão, para além do pâncreas, do baço, da vesícula e outros acessórios que ele tem poupado ou se calhar já trocou por uns novos. Talvez na mira de ultrapassar o Manuel de Oliveira e os seus (dele) 105 anos. Manuel, esse ex-egocêntrico… porque se finou com aquela idade. O tio Balsemão é capaz de ir mais além na longevidade com aquela técnica de trocar órgãos velhos e gastos por novos. O dinheiro dá muito jeito, não é?

Bem, mas adiante, que se faz tarde e daqui a pouco já é noite.

Hoje há a celeuma de Tancos e do armamento que foi rapinado e que decerto deu uns valentes cobres a uns quantos. É a história de Tancos. E eles a julgarem que somos todos mancos cerebrais. No Expresso é tema, blá-blá-blá.

Antes ainda há a abordagem às eleições autárquicas e respetiva campanha eleitoral. Um período avantajado em comparação com uma peça de teatro com o nome de “Vamos Contar Mentiras” – com Otávio de Matos e Luís Aleluia. Mentiras, o costume.  As tangas da direita em desespero. Só cai quem quer ou é mesmo um grande calhau com dois olhos… ou cego. Passos fala, fala, fala… Já se esqueceram que aquele super-aldrabão nos pôs a pão e água? Pois. Alguns já, esses são calhaus sem memória?

Adiante… Adiante está a prosa do Martim no Curto fora de horas. Boa tarde, bom domingo porque o sábado já era. Leiam, é sempre bom saber coisas que ali constam. É, não é? Então continue a ler.

MM | PG

Portugal | MELHORAR É POSSIVEL...



Melhorar significativamente a vida dos portugueses mais carenciados e que mais sofreram com o esbulho do governo de Passos Coelho, Portas e Cavaco Silva é possível. 

A base para tal afirmação encontramos na divulgação do INE. Aqui, a seguir, podemos testemunhar tal possibilidade na referência em AbrilAbril e que é vasta em presença por quase todos os órgãos de comunicação social de Portugal. 

A realidade mostra-nos que é facto que têm sido os portugueses de menores recursos os grandes espoliados e injustiçados da sociedade portuguesa, não se confunda com os que sempre e ainda recebem reformas avultadas e extremamente dispares dos rendimentos de miséria de tantos portugueses. Nem com os que já reivindicam aumentos e mordomias extemporâneas, como o caso de juízes e médicos, por exemplo. Que podem esperar mais um pouco. 

Primeiro devem ser contemplados os que mais necessitam de justiça socialmente em débito flagrante. São esses os que mais devem beneficiar daquilo que Portugal lhes deve por uma vida de sacrifícios, de dificuldades injetadas por políticas e uma sociedade injusta que em muitos exemplos não dá valor à obra feita, preferindo beneficiar a exploração selvagem e o debulho das classes sociais justamente consideradas mais desfavorecidas. (CT / PG)

INE divulga défice no primeiro semestre de 2017

Contas públicas mostram que é possível ir mais longe

Os dados sobre o défice orçamental na primeira metade do ano, divulgados pelo INE, revelam margem para que o Governo vá mais longe na recuperação de direitos e rendimentos – mesmo de acordo com os restritivos critérios da UE.

Segundo a informação hoje divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o défice das contas públicas no primeiro semestre de 2017 foi de 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto no ano passado foi de 3,1%.

Esta redução significativa – num ano em que a recuperação de direitos e rendimentos se fez sentir de forma mais acentuada do que em 2016 – aponta para o cumprimento da meta que o Executivo assumiu junto de Bruxelas, um défice de 1,5% do PIB, metade do limite previsto pelas imposições europeias.

De acordo com o Ministério das Finanças, o valor «corrigido de efeitos temporários» seria de 1,33%. Já no ano passado, apesar de o défice ter ficado nos 3,1% na primeira metade do ano, viria a cair para 2% até Dezembro.

Todos estes dados apontam para uma margem significativa para dar resposta a reivindicações em vários sectores, como as dos trabalhadores da Administração Pública, o desagravamento fiscal para os trabalhadores com mais baixos rendimentos ou a valorização das pensões e reformas.

AbrilAbril

PORTUGAL | Centeno tem 16 exigências da esquerda à espera de resposta



Encaixar as reivindicações para o Orçamento dos partidos que apoiam o Governo, sem penalizar empresas, é um puzzle difícil de resolver. Sobram peças de contornos complexos.

Há negociação dura sobre impostos, mas as negociações do Orçamento do Estado (OE) para 2018, entre Governo e a esquerda, emperraram noutros pontos difíceis de resolver. O Bloco e o PCP não aceitam a proposta que o Ministério das Finanças levou na quinta-feira aos sindicatos da administração pública, com um calendário de descongelamento das carreiras e salários que vai até à próxima legislatura: os quatro anos inscritos no Programa de Estabilidade são uma hipótese fortemente considerada por Mário Centeno, mas Catarina Martins, a líder do BE, já disse que só aceita dois.

Em contraponto, a esquerda “oferece” 100 milhões de receita extra sobre as maiores empresas — na derrama de IRC — e mais alguns no englobamento no IRS de receitas de capital e património. Centeno tem resistido, com o argumento de que não quer prejudicar as empresas.

Mas a lista de exigências à esquerda é extensa: nos últimos meses, o PÚBLICO anotou estas 16, que agora confirmou ser a lista-base das negociações em curso. Restam 20 dias até à entrega do Orçamento na Assembleia.

1. Mudanças no IRS, que podem incluir um desdobramento do segundo escalão em dois, baixando o imposto para as famílias de menores rendimentos, e um alargamento da isenção de IRS a um maior número de contribuintes de rendimentos mais baixos — incluindo recibos verdes. Mas o BE e PCP não querem que se fique por aqui: exigem que as boas notícias se alarguem ao terceiro escalão, o que custaria cerca de 440 milhões de euros ao OE2018. Até aqui, Centeno fez duas revisões em alta, face aos 200 milhões iniciais, mas ainda está longe deste objectivo.

2. Aumentar impostos sobre o capital, englobando no IRS rendimentos de capital e de património, é uma bandeira antiga da esquerda. O PS e Governo nunca o defenderam, mas agora a pressão aumentou: a esquerda diz que isto pode compensar financeiramente uma maior descida do IRS para as famílias. E querem que sejam assim compensadas as medidas do ano passado que beneficiaram as maiores empresas: perdão fiscal e reavaliação de activos.

3. O aumento da derrama estadual, um imposto pago, em sede de IRC, pelas empresas com grandes lucros, é outra opção que o PCP e o BE têm levado em uníssono para a mesa de negociações — igualmente para compensar o alívio fiscal às empresas de 2017. Segundo o Jornal Económico, renderia 100 milhões de euros. É outro ponto em que o Governo tem resistido (para não prejudicar a economia).

4. Começa o descongelamento de carreiras no Estado, isso é certo, já em 2018. Mas o Governo mantém o jogo aberto, apresentando cinco cenários aos sindicatos e partidos, abrindo o leque de opções. O custo de um descongelamento imediato, segundo dados do executivo, custaria 600 milhões de euros — se fosse feito num ano. Mário Centeno só tem, aparentemente, 200 milhões para 2018. O faseamento é uma solução — e o Governo admite que o processo se possa concluir apenas na próxima legislatura —, o que deixa a esquerda muito desconfortável. Deixar de fora quem teve alguma progressão nos últimos anos também, mas o menu de opções está longe de estar concluído.

5. Um aumento dos salários do Estado, para lá das carreiras descongeladas, está a ser exigido pelo PCP — mas também pelos sindicatos da administração pública. A CGTP pede 4%, mas a esquerda admitia um aumento em linha com a inflação prevista. O Governo nunca abriu esta porta (pelo menos em público).

6. Eliminar os cortes nas horas extras e subsídios no Estado que subsistem dos tempos da troika. Pedido de Jerónimo de Sousa, feito no palco da Festa do Avante!. O Ministério das Finanças já confirmou aos sindicatos ter condições para avançar no próximo ano, pelo menos com o fim do corte restante nas horas extras e no subsídio de almoço dos funcionários públicos (que podem deixar de descontar para o IRS esse subsídio). O custo é desconhecido.

7. Menos descontos para a ADSE. É uma exigência antiga da esquerda, sempre sublinhada pelos sindicatos. Desta vez, o executivo sinaliza uma disponibilidade para o aplicar.

8. Um novo aumento das pensões em 2018, outro extraordinário como o que aconteceu a meio deste ano, é um dos pontos mais repetidos pelos comunistas para o próximo Orçamento. O pedido é de dez euros. E é acompanhado (sem valor em cima da mesa) pelos bloquistas. Para já, sem sinais de abertura do lado socialista.

9. O fim do factor de sustentabilidade, usado para calcular o valor a atribuir nas reformas antecipadas, para quem tem 40 anos de trabalho e 60 de idade. Este é o pedido do Bloco, num “meio caminho” face ao que o partido antes pedia. Catarina Martins avalia a medida em 70 milhões de euros.

10. Aumento do salário mínimo para 580 euros no próximo ano — é o que promete o próprio programa de governo. Mas o Bloco de Esquerda e PCP lutam pelos 600. Não é provável que o executivo aceda, até porque criaria novos desequilíbrios nas tabelas da própria administração pública.

11. Acabar com o corte no subsídio de desemprego é outra das medidas pedidas pelos partidos da maioria, depois de um alívio já negociado no Parlamento para este ano. Actualmente, a redução é de 10% ao fim de seis meses de desemprego.

12. Mais investimento no SNS e na Educação foi promessa já feita por António Costa, seguindo uma exigência da esquerda. Mas ainda não foram conhecidas propostas de verbas, nem no que se aplicará esse investimento adicional.

13. As cativações são outro problema, mas mais fácil de resolver. Os partidos, todos eles, pressionam para que sejam reduzidas em volume, mas também que a sua execução ao longo do ano seja transparente. E que seja impedido o seu aumento após a aprovação do Orçamento. O Governo está receptivo.

14. Na área da habitação, o Governo já prometeu baixar o IRS aos proprietários que arrendem as casas com contratos de longa duração. Não se conhecem detalhes da medida.

15. Para o interior há dois apoios extras a considerar: a atribuição de benefícios fiscais, em sede de IRS, a quem fizer limpeza dos seus terrenos; e mais benefícios fiscais para quem instalar empresas no interior.

16. Taxar mais as bebidas açucaradas, de forma a penalizar as mais prejudiciais à saúde, e taxar os produtos com altos teores de sal ou gordura saturados. A ideia de aumentar a medida aplicada este ano, com sucesso na redução do consumo, está a ser ponderada pelo Ministério da Saúde.

E restam 20 dias até à data de entrega à Assembleia da República da proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2018.

David Dinis | Maria João Lopes | Público | Foto Nuno Ferreira Santos

O fim de semana está aí. Saiba o que pode ver à borla em Lisboa e no Porto



São vários os eventos culturais que têm lugar na Grande Lisboa e no Grande Porto e não tem de gastar um cêntimo para assistir a muitos deles. 

O Notícias ao Minuto voltou a reunir algumas sugestões para o ajudarem nas suas escolhas para a agenda deste fim de semana.

O Open House volta a abrir as portas de vários espaços emblemáticos da cidade de Lisboa. Uma oportunidade, em alguns casos, única para visitar monumentos históricos e edifícios vanguardistas no que à arquitetura diz respeito. 

O Lumina promete iluminar ainda mais a vila de Cascais. O evento 'caiu no goto' dos portugueses, como demonstra o sucesso das edições passadas. Espetáculos de luz e cor e projeções multimédia fazem parte do prato principal deste evento. 

No Porto, a Casa das Associações organiza uma sessão de cinema Open Air. O drama 'O Sonho de Wadjda' é o filme a ser exibido.

Conheça todas as nossas sugestões culturais na Grande Lisboa e no Grande Porto para os dias 22, 23, e 24.

Lisboa

Open House Lisboa

Lisboa é uma das 35 cidades mundiais que recebe este evento, que dá a conhecer por dentro a melhor arquitectura da cidade. No roteiro desta 6.ª edição estão incluídos espaços como o MAAT, o Aqueduto das Águas Livres, o Teatro Romano, o miradouro das Amoreiras ou o recentemente reaberto Panorâmico do Monsanto, entre outros. O evento tem lugar no sábado e no domingo. A maior parte das visitas não requerem marcação antecipada, mas as excepções estão assinaladas no roteiro, que pode conhecer melhor aqui.

Lumina

As ruas de Cascais vão estar novamente mais iluminadas. O Festival de Luz está de regresso para mais uma edição, pronto para recriar o espaço urbano de Cascais com espetáculos de luz e cor, projeções multimédia e instalações interativas. Considerado pelo The Guardian como um dos 10 melhores Festivais de Luz da Europa, o evento vai exibir obras de artistas nacionais e internacionais. O tema da edição deste ano é a Natureza. Decorre entre hoje e domingo sempre a partir das 20h. 

Tiago Bettencourt na Feira da Luz

A Feira da Luz, em Carnide, é já um clássico no que a festas lisboetas de verão diz respeito. Este fim-de-semana chega ao fim um mês marcado por muitos concertos, bancas de artesanato, comida e todo o tipo de animação, bem no centro de Carnide. Tiago Bettencourt atua no último dia do evento, no domingo, às 21h30.

All that Out Jazz chega ao fim 

O Somersby Out Jazz tem sido garantia de chill-out e boa música nos mais variados e emblemáticos espaços verdes de Lisboa. A edição deste ano termina no domingo no Parque Tejo. 

Quem
  Lokomotiv + DJ Johnny
Onde e Quando

  Domingo, 24 de setembro, a partir das 17h -  Parque Tejo


Cinema ao Luar

O cinema ao ar livre tornou-se um hábito e tem lugar em cada vez mais locais da Grande Lisboa. O 'Cinema ao Luar' regressou em setembro a Odivelas. De 1 a 30 de setembro vão ser exibidos filmes todas as sextas-feiras e sábados em locais diferentes do município. O cartaz conta com filmes que fizeram sucesso nas bilheteiras nacionais. Este fim-de-semana pode ver o filme de animação 'Cegonhas' e o filme 'O Prodígio'.

Onde e quando
Ringue de futebol da Póvoa de Santo Adrião, a partir das 21h30
Filmes

22 de setembro - 'Cegonhas'
23 de setembro - 'O Prodígio'


Festival do Livro em Belém

A literatura volta a estar em destaque em Belém, com dezenas de livreiros presentes e autores como José Eduardo Agualusa. Mas este evento não vive só de literatura, a música também está presente e Luísa Sobral vai estar encarregue do concerto de encerramento. Debates, leitura de poesia, atividades infantis e cinema também marcam a agenda deste evento que começou esta quinta-feira e  decorre até domingo no Palácio de Belém. Não se espante por isso se encontrar Marcelo Rebelo de Sousa durante a sua visita. Pode conhecer melhor a programação aqui.

Ball-Trad no Museu de Arte Popular

É um dos eventos incluídos nas Jornadas Europeias do Património deste ano. Ao som de música ao vivo, esta é uma boa oportunidade para participar na descoberta de tradições coreográficas de várias culturas europeias. A não perder hoje e amanhã a partir das 22h.

Músicas do Mundo no Bartô

No Chapitô não há só artes circenses. No Bartô há uma deliciosa vista sobre Lisboa mas também Músicas do Mundo, uma oportunidade para ouvir sonoridades diferentes nas noites de fim de semana.

Porto

'O Sonho de Wadjda' na Casa das Associações - FAJDP

Inserido na 2ª edição do Dia Aberto da Casa das Associações, a FAJDP e a XX Element Project - Associação Cultural promovem uma sessão de cinema Open Air. O filme exibido é 'O Sonho de Wadjda', de Haifaa Al-Mansour. Sexta-feira pelas 21h30 nas traseiras da Casa das Associações, na rua Antero de Quental.

Mocho na Fnac do Santa Catarina

A banda de rock portuguesa vai mostrar a sua sonoridade densa e com arranjos que primam pelo requinte. Uma atuação a não perder na Fnac do Santa Catarina no domingo às 17h. 

Centro Português de Fotografia

Entre fotografia contemporânea e histórica, há sempre exposições para espreitar no Centro Português de Fotografia. Localiza-se na Cadeia da Relação do Porto, a cadeia oitocentista onde, por exemplo, Camilo Castelo Branco esteve detido. A entrada é sempre gratuita. 'The portuguese prison photo' é a novidade, estará patente entre 9 de setembro e 3 de dezembro.

Onde
 Largo Amor de Perdição
Quando

 De terça a sexta das 10h às 18h, sábados, domingos e feriados das 15h às  19h. Encerra à segunda-feira


Portobello... Porto Belo

Todos os sábados, o histórico e mundialmente conhecido mercado londrino de Portobello tem uma versão a pensar no 'relax' na Invicta. Eis o Porto Bello, que conta com bancas variadas. As compras terão de ser pagas com o esforço da carteira, o passeio nem por isso.

Onde

Quando
Praça Carlos Alberto


Todos os sábados, entre as 10h e as 19h


Parque Biológico de Gaia com entrada livre

O Parque Biológico de Gaia terá entrada gratuita todas as segundas e sábados deste mês de setembro. Uma boa oportunidade para conhecer este maravilhoso espaço verde.

Renato Ferreira na Fnac do Gaia Shopping

O cantautor Rentato Ferreira vai dar a conhecer as músicas do seu novo álbum, onde o amor explora os limites de uma poesia pop. Hoje às 22h na Fnac do Gaia Shopping. 

Bom fim de semana e boas descobertas culturais!

Notícias ao Minuto

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

PORTUGAL | Vai ser tão bom, não foi?




Miguel Guedes | Jornal de Notícias | opinião

É bem provável que boa parte dos compradores dos vistos gold portugueses nunca cheguem a viver em Portugal. Não só porque a isso não são obrigados mas também porque nunca foi segredo para ninguém que escapar da prisão para viajar é tarefa árdua. Alguns deles estão hoje presos. Outros, acusados ou em investigação. A maioria, não cuida de cá vir apesar de ter tentado encontrar-nos a custo no mapa. A autorização de residência que permite circular em todo o espaço Schengen, adquirida pela módica quantia imóvel de 500 mil euros com um conjunto de obrigações facilmente iludíveis, foi a maior pechincha do Governo PSD/CDS em tempo de troika. Infelizmente, não para portugueses. Para portugueses não saiu nada barato. E foi assim que alguns cidadãos do Mundo com mais do que um pé-de-meia no chinelo, passaram a saber - em 2013 e 2014 - onde ficava Portugal. Aquele país facilitador e que se pôs convenientemente a jeito para ser a primeira das máquinas de lavar da Europa. Entretanto, alguns deles e em sede própria, desataram a lavar a jato.

Nesses anos dourados de aperto do cinto, poucos foram os que estrangularam pelo nó da gravata. Nestas coisas das benesses de mercado, o colarinho ainda tem um peso muito específico. Aqueles que agora vociferam contra a nova lei da imigração por permitir a autorização de residência a quem apresente promessa de contrato de trabalho e inscrição na Segurança Social, são aqueles que nunca cuidaram de perguntar de onde vinha o dinheiro para a compra dos imóveis portugueses prontos a lavar ou de saber quantos postos de trabalho reais foram criados pelos vistosos vistos. Oito. Já se cantava na canção-peçonha "Uma casa portuguesa": "A alegria da pobreza está nesta grande riqueza de dar e ficar contente". Para Passos e Portas, esta cantilena valeu ouro nos anos dos vistos dourados.

O Diabo não apareceu mas, enquanto gozava descanso e esfregava o olho, a Standard & Poor"s retirou Portugal do lixo. Em boa verdade, ninguém se cansou de esperar: a Moody"s pode reavaliar o rating de Portugal antes do previsto e a Fitch admite alterar o seu calendário de avaliações. O Diabo está confuso. Estas três agências, patronos da notação financeira mundial, não deram pela falência da Lehman Brothers em 2008 e reagiram com surpresa à crise das dívidas soberanas, mas (pasme-se) olham para Portugal com animação depois da transfusão de sangue a que nos obrigaram. Talvez tenham a sensação do dever cumprido, abutres deixando o quase cadáver. Agora que Mário Centeno, no ponto de aceitar o rebuçado, admite caucionar positivamente o agressor submetendo-se à votação para liderar o "futuro-extinto" Eurogrupo, confirma-se que o Diabo não apareceu mas que deve estar a cantar, divertido, "Uma casa portuguesa". Vai ser tão bom, não foi?

* Músico e jurista

O autor escreve segundo a antiga ortografia

QUEM TEM MEDO DO REFERENDO NA CATALUNHA?



A atual repressão de Rajoy sobre o exercício de um referendo legitima e reforça ainda mais a via independentista. Depois de 1 de outubro a revolta catalã vai acentuar-se.


1 – O forte impulso pela República Catalã surge como reação à anulação do Estatuto da Catalunha pelo Tribunal Constitucional espanhol em 2010. Relembre-se que um estatuto que aprofundava a autonomia da Comunidade e reconhecia a Catalunha como Nação foi aprovado no Parlamento regional, piorado mas aprovado nas Cortes em Madrid e posteriormente votado em referendo, na Catalunha, com uma larga maioria a favor.

Embora o sentido fosse federalizante, a Esquerda Republicana Catalã (ERC) apelou ao Não, devido à descaraterização sofrida no texto emanado de Barcelona. Posteriormente, os deputados e deputadas do PP de Mariano Rajoy, então na oposição, bem como algumas comunidades de Castela, interpuseram queixa para o Tribunal Constitucional com o desfecho conhecido de anulação objetiva da lei-carta da Catalunha.

Aqueles que reprovam a via da Independência em nome de um hipotético federalismo espanhol, com ou sem monarquia, não querem ter em conta que o gradualismo morreu às mãos de Rajoy e do nacionalismo radical espanhol. Que querem dizer aos catalães, que esperem outros quarenta anos para alterar a Constituição de 1978? A atual repressão de Rajoy sobre o exercício de um referendo legitima e reforça ainda mais a via independentista. Depois de 1 de outubro a revolta catalã vai acentuar-se.

2 - Ouve-se com frequência que a Catalunha não tem direito à autodeterminação. Alguns ridiculamente até invocam que essa nacionalidade não figura na lista dos territórios ocupados da ONU. Convém não regatear que o direito à autodeterminação é um direito geral e irrestrito que cumpre a cada povo, expressando o seu sentido maioritário, muitas vezes ao longo de conflitos de descolonização. Isso é algo que resulta do direito internacional que se convencionou no século XX, fruto da descolonização de vastas áreas do planeta que estavam sob dominação de impérios caducos.

A autodeterminação pode conduzir à independência ou a outras formas de relacionamento internacional. Não há autodeterminações artificiais, elas não existem sem um forte sentimento de comunidade própria e uma relação de dominação estranha a essa comunidade. Não consta que o Québec ou a Escócia, que realizaram nos últimos anos referendos sem êxito pela Independência, sancionados pelos governos do Canadá e Grã-Bretanha, respetivamente, constassem da lista dos territórios ocupados.

Tensão dispara na Catalunha após operação policial para barrar referendo de independência



Milhares de pessoas protestam no centro de Barcelona pela decisão de prender membros do Governo regional que comandavam a organização do plebiscito

A tensão entre o Governo da Espanha e as autoridades da Catalunha disparou nesta quarta-feira diante da tentativa dos catalães de realizar um referendo de independência da região para se separar do resto da Espanha. A polícia espanhola deflagrou pela manhã uma operação para barrar o plebiscito que o Governo regional planeja para o próximo 1 de outubro. Os policiais chegavam com mandados de busca e apreensão em 41 escritórios das Secretarias do Governo catalã que trabalhavam na organização do referendo. Após um dia inteiro percorrendo diferentes locais, a polícia prendeu 14 pessoas, membros do comando para a preparação da consulta, e apreendeu 10 milhões de cédulas de voto.

Ao longo do dia grupos de  militantes independentistas reunidos na frente de diferentes prédios do Governo catalão vaiaram a polícia espanhola e tentaram atrapalhar a operação. Já à noite, após a polícia cumprir os mandatos e levar presos os organizadores do referendo, 40.000 pessoas lotaram a praça de Catalunha, no centro de Barcelona, para protestar contra a atuação do Governo espanhol e defender a independência.

Por que a Catalunha quer a independência?

A Catalunha soma 19% do PIB da Espanha e 12% da população do país. Embora nunca tenha sido independente, tem uma língua e algumas características culturais próprias. Desde o começo do século 20 cresceu na região um movimento nacionalista, que já nos anos 30 tentou declarar a independência de forma unilateral. Após a recuperação da democracia na Espanha, em 1979, a Catalunha conseguiu uma importante autonomia do Governo central. Ao longo desses anos, os nacionalistas sempre estiveram no Governo regional. Nessa época, eles pediam mais autonomia e sobretudo mais dinheiro já que se queixavam de que estavam bancando demais o caixa comum de toda a Espanha para ajudar o desenvolvimento de regiões mais pobres. Embora exigissem o reconhecimento nacional da Catalunha, os grupos nacionalistas aceitavam continuar dentro da Espanha sempre que conseguissem algum tipo de status político especial. Mas tudo mudou nos últimos dez anos.

Espanha disposta a negociar quando Catalunha "abandonar planos de independência"



Ministro da Economia espanhol propõe maior autonomia financeira para a Catalunha, mas só se a região desistir de ser independente

O Governo de Madrid estaria disposto a negociar uma maior transferência de dinheiro e de autonomia financeira para a Catalunha se a região desistisse dos seus "planos de independência", disse o ministro da Economia espanhol.

"Quando abandonarem os planos de independência, podemos falar", disse Luís de Guindos numa entrevista ao jornal de referência britânico Finantial Times publicada na edição de hoje.

Para este responsável governamental, a "Catalunha já tem muita autonomia", mas mesmo assim seria possível falar no futuro "numa reforma do sistema de financiamento e de outros assuntos".

O Tribunal Constitucional espanhol suspendeu no início do mês, como medida cautelar, todas as leis regionais aprovadas pelo Parlamento e pelo Governo da Catalunha que davam cobertura legal ao referendo de autodeterminação convocado para 01 de outubro próximo.

A quase uma semana da consulta popular, que ainda não se sabe se se vai realizar, tem aumentado a tensão entre os separatistas e as instituições espanholas que tentam impedir a realização do referendo.

A polícia espanhola confiscou na quarta-feira nos arredores de Barcelona quase 10 milhões de boletins de voto que iam ser utilizados no referendo e numa outra operação revistou uma série de edifícios do Governo regional e deteve 14 pessoas alegadamente envolvidas na preparação da consulta popular.

A GOOGLE É A NSA





– Não se deixe espiolhar:   Duckduckgo, o motor de pesquisa que não rastreia

Phil Butler [*]

O Google quer ser os olhos do Big Brothers fitos sobre si. Todos os gurus da Internet sabem isto mesmo antes de a NSA ser descoberta a espionar tudo. Mas agora os rapazes da Moutain View [sede da Google] estão mais determinados do que nunca a filtrar a sua informação e a eliminar qualquer resquício de confiabilidade.

Se eu tivesse iniciado um artigo com o parágrafo acima há cinco anos atrás, instantaneamente teria sido etiquetado como um "teórico da conspiração" ou pior ainda. O que pensa disso, caro leitor? Será a ideia de tecnocratas e dos seus manipuladores enormemente endinheirados enlouquece-lo? Penso que sim. Mas se precisa de prova para além do óbvio, o manual de 160 páginas do Google conta-nos exactamente como eles planeiam alimentar-nos só com as "suas" notícias. O extenso manual é uma leitura pesada para a pessoa média, mas o livro fornece pormenores de uma maquinação orwelliana diferente de qualquer coisa já vista desde o aparelho de propaganda nazi. Preste muita atenção à "instrutiva" página 108 onde a Google dita quem cumpre e não cumpre seus critérios de classificação. A secção Falha de Cumprimento (Fails to Meet, FailsM) é um cilindro compressor da imprensa livre e sugere a ocultação de certas espécies de sítios web:

"Páginas que contradigam directamente factos históricos bem estabelecidos (ex.: infundadas teorias da conspiração), a menos que a consulta indique claramente que o utilizador está à procura de um ponto de vista alternativo".

Como de costume, a Google obscurece suas intenções reais com a ideia de que algum algoritmo super inteligente está a "filtrar" ou "aprender" resultados para ajudá-lo a ter uma vida melhor. Mais uma vez, a Google supõe fazer "o que é bom para nós" através da destruição de algumas fontes e a promoção de outras. Utilizando termos como "graduando linhas orientadoras para pesquisa de qualidade" e "graduando linhas orientadores para páginas de qualidade" os pequenos Maquiaveis da Google providenciam justificação para controlar o que você vê e lê na web. Censura e monopolização da informação e dos negócios na internet – esta é acusação contra os rapazes da Mountain View.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

UM LONGO CAMINHO PARA A PAZ



Martinho Júnior | Luanda 

1- Desde o momento que foi proclamada a independência de Angola, que dois objectivos prioritários, que eram inerentes ao seu programa, se impuseram ao MPLA: a unidade nacional e a paz.

A unidade nacional, “de Cabinda ao Cunene e do mar ao leste”, que distinguia o MPLA das outras organizações etno nacionalistas angolanas, elas próprias manipuláveis a partir de interesses do exterior, alguns deles vizinhos…

A paz, enquanto sublimação desse processo de formação de identidade, em íntima relação com a construção da identidade nacional e a libertação do continente africano do colonialismo, do“apartheid”, do neocolonialismo e de suas sequelas.

Ao longo dos anos, foi essa a luta de geometria e intensidade variável que empenhou os dois Presidentes, Agostinho Neto e José Eduardo dos Santos.

De facto, encontrar soluções face às heranças da Conferência de Berlim no que às fronteiras dizia respeito, era inerente à luta contra o colonialismo português, contra o “apartheid” sul-africano, contra o neocolonialismo zairense e contra as suas sequelas, sempre em nome da angolanidade, procurando estabelecer nexos quer com as organizações etno nacionalistas, quer com qualquer tipo de entidades identificadas com Angola.

2- É evidente que um projecto nacional dessa natureza numa África retalhada em Berlim e dominada por poderes coloniais sempre dispostos a dividir, implicava um esforço doutrinário, filosófico e ideológico, acompanhado de capacidade geoestratégica, tendo em conta os desafios que eram impostos e as adversidades que nesse caminho o MPLA tinha de enfrentar, quer dizer: capacidade de organização, de mobilização, de logística e uma potencialidade político-militar que na prática deveria aplicar, no essencial, as obrigações decorrentes desse projecto nacional.

Na imediata sequência das derrotas do 11 de Novembro de 1975, do exército zairense, a norte e do sul-africano a sul, cada qual em suporte do “seu” etno nacionalismo e mesclando-se com interesses agregados dos poderosos serviços de inteligência dos Estados Unidos, bem como dos interesses recalcitrantes de algumas tendências de alguns portugueses alinhados no Exército de Libertação de Portugal, alcançar domínio até às fronteiras foi uma questão imediata, mas por si não conclusiva: era necessário começar a garantir a inviabilidade do território nacional, pois quer o Zaíre, quer a África do Sul e os interesses que personificavam, a seu modo não desistiriam facilmente de Angola.

O MPLA, assumida a independência, foi sujeito desde logo a uma dura prova: chegar às fronteiras, combater a desestabilização instrumentalizada a partir do exterior e, com os olhos postos na construção da identidade nacional, continuar a luta de libertação de outros povos africanos no sul e centro do continente, abrindo caminho na direcção da paz.

QUEM NOS SALVARÁ DOS ESTADOS DECADENTES?



Golpes de Estado. Sabotagem de novos polos de poder, como os BRICS. Estímulo às guerras religiosas. Destruição deliberada de Estados-Nação. Como deter os EUA, em seu declínio apocalíptico?

Nazanín Armanian | Outras Palavras | Tradução: Antonio Martins

“O que é mais importante para a história mundial? O Taliban ou o colapso do império soviético?” Foi a resposta do ex-assessor de segurança do presidente Jimmy Carter, Zbigniew Brzezinski, à pergunta da revista francesa “Le Nouvel Observateur” (em 21/1/1998) sobre as atrocidades cometidas pelos jihadistas da Al Qaeda.

Nesta entrevista, Brzezinski confessa algo mais: os jihadistas não chegaram do Paquistão para libertar sua pátria dos ocupantes soviéticos infiéis. Seis meses antes da entrada do Exército Vermelho no Afeganistão, os EUA puseram em marcha a Operação Ciclone. Enviaram ao Afeganistão, em julho de 1979, 30 mil mercenários, armados inclusive com mísseis Stinger para arrasar o país, difundir o terror, derrubar o governo marxista do doutor Nayibolá e atrair a União Soviética a uma cilada: o país seria convertido em seu Vietnã.

E conseguiram. De passagem, violaram milhares de mulheres, decapitaram milhares de homens e provocaram a fuga de cerca de 18 milhões de pessoas de suas casas – quase nada… O caos continua até hoje.

Esta foi a pedra angular sobre a qual se levantou o terrorismo “jihadista” e a que Samuel Huntington deu cobertura teórica, com seu Choque de Civilizações. Assim, os EUA conseguiram dividir os pobres e deserdados do Ocidente e do Oriente, fazendo com que se matassem no Afeganistão, Iraque, Iugoslávia, Iêmen, Líbia e Síria. Confirmava-se a sentença de Paul Valery: “A guerra é um massacre entre gente que não se conhece, em proveito de gente que se conhece mas não se massacra”.

Conseguiram neutralizar a oposição de milhões de pessoas às guerras e converter a empatia em ódio. Com o método nazista de que “uma mentira repetida mil vezes converte-se numa verdade”: O atentado de 11 de Setembro não foi cometido pelos talibãs afegãos. Em 2001, a CIA havia implicado o governo da Arábia Saudita no massacres. Por que, então, os EUA invadiram e ocuparam o Afeganistão?

O Iraque não tinha armas de destruição em massa. O único país no Oriente Médio que as possui, e de forma ilegal, é Israel – graças aos EUA e à França. Tampouco os EUA necessitavam invadir o Iraque para se apoderar de seu petróleo. Demolir o Estado iraquiano tinha vários motivos, como eliminar um potencial inimigo de Israel e ocupar militarmente o coração do Oriente Médio.

BRASIL | O Maestro negro e as três versões do Hino Farroupilha



Carlos Roberto Saraiva da Costa Leite* | Porto Alegre | Brasil  
   
Em 11 de setembro de 1836, o general Antônio de Sousa Netto (1801-1866) proclamou a República Rio-Grandense, após vencer a Batalha do Seival, próximo à cidade de Bagé, ocorrida durante Revolução Farroupilha (1835-1845). A partir deste ato, o conflito que tinha a princípio um caráter reivindicatório, combatendo o centralismo político do império, os altos impostos sobre o charque, o couro e a propriedade rural, resultou na mais longeva guerra civil da história do Brasil.

O maestro e sua banda são presos

No ano de 1837, o maestro Joaquim José de Mendanha (1800-1885), natural de Minas Gerais, assumiu, como regente, a banda do 2º Batalhão de Caçadores de Primeira Linha, que havia se deslocado para a Província de São Pedro (RS) em apoio às forças imperiais. Em 30 de abril de 1838, o maestro se encontrava com sua banda, na Vila de Rio Pardo, quando o local foi atacado pelos farroupilhas. Neste importante combate, conhecido como o do Barro Vermelho, os liberais farroupilhas venceram e aprisionaram-no com sua banda.

Mendanha compõe o Hino

Aprisionado o maestro e seus músicos, os farroupilhas aproveitaram a ocasião para exigir-lhe que compusesse um hino para a novel República Rio-Grandense. Diante da condição de prisioneiro de guerra, compôs o que lhe foi exigido. Esta primeira versão do hino publicada, em 1955, pelo historiador Walter Spalding (1901-1976), teve a letra escrita pelo capitão farroupilha Serafim Joaquim de Alencastre e foi executado pela primeira vez no dia 06 de maio de 1838. O maestro e sua banda acompanharam os farroupilhas durante um ano

Sua 2ª versão

Em sua edição de 4/05/1839, o Órgão Oficial da República Riograndense, “O Povo” (1839-1840), publicou uma letra do Hino Farroupilha, conforme foi cantada, na 2ª Capital farroupilha, Caçapava, no baile em comemoração ao primeiro aniversário do Combate do Barro Vermelho, ocorrido, em 1838, na cidade de Rio Pardo. Esta versão é diferente da primeira letra e de autor desconhecido. O jornal denominou de Hino da Nação. Ao ser executado num baile comemorativo, com a presença de nomes importantes, consolidou o nome do maestro Mendanha na história do Rio Grande do Sul. De acordo com Walter Spalding, em seu livro “Revolução Farroupilha”, publicado em 1987, p. 146:

“Foi esta música, por se ter conservado, que deu celebridade a Joaquim José Mendanha. Não fosse isso, em virtude de sua modéstia, talvez jamais seu nome fosse recordado, pois, conforme dissemos, tudo quanto compôs se perdeu ou perdeu sua identidade ao cair em domínio público, passando para o campo do folclore”.